REVIEW: Ultra Brasil 2017

Noticias  /   /  By Rubens Junior

Com a finalidade de entretenimento e diversão, qualquer evento vinculado ao adjetivo festival nos remete aos substantivos citados acima. Na segunda edição do Ultra Brasil não foi diferente… O evento em sua segunda vez por aqui teve um acréscimo de um dia diferentemente de 2016 que contavam somente com dois dias de festividades, nos deixou memórias de como um festival acontece e, de como pequenos detalhes fazem sim a diferença.

Durante esses três dias, pude notar que o espaço estava melhor e mais amplo. Conversando com outras pessoas e as questionando sobre a edição passada, as mesmas alegaram o mesmo ponto de vista. O festival estava sim maior, mais compacto e mais dinâmico, sobretudo com as melhorias nos palcos.

O palco RESISTANCE, o mais elogiado pelos frequentadores esteve em uma posição estratégica logo na entrada principal do festival, literalmente à poucos passos. O som ali estava impecável, a oportunidade de assistir um show de Sasha & John Digweed pouco mais de um ano após seu retorno e pela primeira vez aqui, foi sem dúvidas um dos pontos mais altos do palco. Artistas como, Renato Ratier, Jamie Jones e Adam Byer, sem palavras… Eli Iwasa em seu b2b ao lado de Léo Janeiro, impecáveis. O RESISTANCE sem dúvidas foi um dos pontos mais altos do Ultra Brasil, nos quesitos de melhoria e amplitude. Era um espaço pensado, logístico e facilitado, com bares e banheiros bem próximos, e sem nenhum tumulto.

O UMF Rádio foi pouco notado, poucas pessoas estiveram por ali, exceto no Sábado, quando Skazi, Paranormal Attack e outros grandes nomes do psy-trance elevaram a experiência daquele lugar. No primeiro dia, permaneci um tempo por lá observando as apresentações discretas e mais uma vez, pouco povoadas, e pude perceber o engajamento dos artistas que ali se apresentavam. Bashkar, Dubdogz e Marcelo CIC foram um dos nomes que pude assistir durante aquela noite. Foi uma experiência interessante, e conforme os sons iam fluindo mais e mais pessoas se aproximavam dali. Com dias distintos, embarcamos numa viagem entre o Brazilian Bass e o psy trance com uma pequena ponte sobre o trance contagiante e enérgico apresentado na sexta-feira pelos sons de Aly & Fila, Fery Corsten, e outros que também promoveram ao UMF Rádio uma experiência bastante intimista.

Quanto aos bares, acessos e preços cobrados dentro do festival, eu não me peguei em nenhum momento refletindo sobre os mesmos. Acho que estava tudo bem coerente quando se pensado que estávamos em um festival de três dias e, sobretudo do porte e da bagagem que aquele simples U cravado no centro do palco principal nos remetia. Na verdade, o único ponto que pouco nos agradou foi sem duvidas (posso estar me equivocando) foi a falta de comunicação entre os departamentos do evento. Quem esteve lá à trabalho sabe bem do que estou falando.

A experiência e a bagagem que se leva de um evento como o Ultra Brasil é extraordinária. Os visuais apresentados no palco principal foram um ponto alto ao meu ponto de vista, por exemplo: se você estivesse no RESISTANCE que estava à cerca de 300m de lá, você poderia com facilidade distinguir qual artista estava tocando no main-stage naquele momento. Eu me peguei sem querer assistindo ao show do marshmello e vibrando muito com todos aqueles leds e luzes e lasers e fogos, logo dali, do lounge de cerca de 30m² promovido pela Rede Record, emissora oficial do evento. Um espaço bem agradável por sinal. O palco principal foi recheado de grandes momentos…a apresentação do duo W&W transformou tudo aquilo em um festival, um festival de alegrias, sentimentos e de pessoas felizes, e elas estavam felizes mesmo, era até possível ver o brilho em seus olhos. A experiência do palco principal, uau, ainda sinto meus pés tremendo enquanto assistia ao encerramento do David Guetta, sobre uma garoa, que deixou todo o espetáculo ainda mais incrível.

Se você estivesse ali para um tour gastronômico, você sem dúvidas sairia satisfeito, os foodtrucks instalados entre o palco principal é o RESISTANCE era uma boa pedida para um descanso acompanhado de uma boa alimentação. E já que estamos falando sobre consumo, talvez o maior pecado cometido pela organização foi a falta de energéticos durante o último dia. Mas que pôde ser recompensada com um encerramento digno de um Ultra Music Festival.

Um dos pontos altos foram as filas, ou melhor, onde estavam as filas? Não haviam filas, e quando nos deparávamos com elas, fluíam tão rápido que eram pouco percebidas. Entretanto no Sábado devido a alta demanda, e uma lista VIP divulgada, e um aumento notório de público, alguns contratempos foram exclamados pelo público.

Não sei de fato se haveria espaço nesse post para reclamações ou até mesmo para criticar de alguma maneira um evento que me deixou tão feliz, e me proporcionou momentos que eu jamais poderia vivenciar se não fosse a oportunidade de estar como imprensa dentro de um evento tão grande quanto o Ultra Brasil. Não há de fato espaço para crítica (exceto as construtivas), sobretudo quando me lembro dos tantos pontos positivos e melhorados desta segunda edição. Mas é claro, haviam sim pontos que podem sim ser melhorados para uma próxima edição.

Deixo através deste, o meu convite aos que não conhecem o evento é que se por minima que seja a oportunidade, não percam! É uma experiência única em nossas vidas.

Imagem: Reprodução

About the Author

Amante da música desde criança, decidiu na faculdade de Comunicação criar um blog para compartilhar músicas e festas entre amigos, transformando o blog em um dos principais veículos de música e Lifestyle do país!

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